fire and earth
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Há algum tempo que tenho querido reler os primeiros três livros da série The Hunger Games, para poder ler os dois últimos que saíram pela primeira vez. Como é uma missão que tenho andado a adiar, resolvi deixar de o fazer e passar para o primeiro livro, de uma vez por todas.


Vi no Fable que a primeira vez que o li foi há 12 anos, e para mim é de loucos pensar nisso, sobretudo quando acrescento o facto de que na altura tinha 20 anos. Mesmo não tendo passado pela minha infância ou adolescência, sinto que cresci com esta série de livros (e filmes) e, por isso, tem uma componente muito nostálgica para mim.


Quando se trata de algo que marcou tanto uma determinada fase da minha vida — e gerações —, eu tenho algum viés. E por isso, mesmo que quisesse dizer algo de negativo, acho que não conseguiria.


Não tenho quaisquer defeitos a apontar a este livro que, para mim, continua a ser um 5/5. Continua a ser uma história poderosa. E o mais engraçado? Aqui estou eu, com 32 anos, a ler um livro que continua a fazer-me ter aqueles sentimentos tolinhos de adolescente em relação ao Peeta, que continua a ser uma personagem masculina (quase) perfeita.


Preciso de recomendar? Preciso de perguntar se alguém leu? Por agora, vou interromper para ler uma história que vai sair em filme muito em breve — e obviamente quero ler antes do filme —, mas espero continuar esta viagem brevemente.

Se me seguem há algum tempo, sabem que nos últimos anos tenho sempre tentado ver as principais nomeações aos Oscars (quanto mais não seja para depois fazer apostas com o meu namorado sobre os vencedores e... ganhar). Poderão ter percebido por uma das últimas publicações que tenho estado bem encaminhada nessa missão; ainda assim, faltavam-me três filmes e um deles era One Battle After Another.


Acho que preciso de trabalhar nas minhas expectativas criadas por todo o alarido que se tem feito em volta de certos filmes, porque sinto que apenas me estragam a experiência. Tanto se tem falado deste filme, de Marty Supreme, de Sentimental Value... Quando os vejo, nunca acabo a ter exactamente a mesma experiência que o resto do mundo parece ter. O melhor filme que vi dos nomeados, para mim, nem sequer está nomeado para Melhor Filme (If I Had Legs I'd Kick You); por outro lado, gostei muito de um que não está sequer nomeado para nada (Sorry, Baby). Mas bom, já todos sabemos que não é nos Oscars que podemos confiar para as melhores escolhas.


Desculpem, precisava de desabafar. Quem ler isto assim, até pensa que eu não gostei de One Battle After Another. Gostei — e tenho uma ligeira sensação de que até gostaria mais ainda se o visse uma segunda vez —, mas também não achei aquelas coisas todas que têm falado. Na verdade — mais um desabafo rápido —, acho que é a primeira vez que me acontece não adorar especialmente qualquer um dos nomeados para Melhor Filme e não haver um único que seja, para mim, um claro vencedor (pelo menos, até ver; como disse, falta-me ver dois).


Este filme é, acima de tudo, extremamente engraçado, ainda que se fundamente numa revolução da extrema-esquerda (um assunto não tão engraçado). Tem um ritmo alucinante, sobretudo na primeira parte — da qual não gostei nada e não levou 4 estrelas por isso mesmo. Esse ritmo mantém-se ao longo do resto do filme, mas muda um pouco de tom (para melhor, diga-se).


Uma coisa muito específica que reparei mas que é, para mim, um ponto positivo, é o quão bem a música determina o tom de algumas das cenas — a ponto de parecer, graças à música, que estamos a assistir, de repente, a um género completamente diferente de filme. Isto poderia ser péssimo, mas resulta tão bem que acho que tenho mesmo de destacar esse trabalho incrível.


O filme é muito engraçado, e para isso contribuem muito Leonardo DiCaprio e Benicio del Toro, que interpretam duas das personagens mais cómicas do filme e que mais nos divertem. Inclusive, acho que a personagem de Leonardo DiCaprio está muito bem construída de um ponto de vista cómico; ele é incrivelmente incompetente, mas calmo, focado, e ainda sortudo na mesma medida.


O filme é um pouco longo, mas diverte-nos tanto que nem damos pelo tempo passar. Talvez um dia o reveja, porque sinto que, ainda assim, não lhe dei a atenção devida esta primeira vez. De qualquer forma, está aqui uma recomendação clara para quem tiver interesse.


Quem aqui já viu?


Tal como prometido, venho falar-vos muito rapidamente de tudo o que vi e li no último mês.


Antes de mais, gostava de fazer um pequeno aparte para um pequeno jogo que terminei no início do ano e sobre o qual tinha já começado a escrever: Little Nightmares. Já tem uns anos, é mesmo muito pequeno e joga-se num instante. É um pouco "spooky" e muito desconfortável de jogar. Gostei muito.


Filmes

(Aviso já que são muitos...)

Rushmore: Marca o início da minha "maratona" de filmes do Wes Anderson. Gostei, é engraçado e já tem elementos marcadamente do realizador. Mas não achei nada que se destacasse fortemente. 3/5 ⭐

Wake Up Dead Man: Muito bom. Precisamos que Knives Out se torne uma saga ao estilo Fast & Furious (em quantidade, diga-se). Sem que se estrague qualquer filme, porque até agora está óptimo. 4/5 ⭐

Sorry, Baby: Fiquei muito surpreendida por este filme não ter qualquer nomeação para os Oscars. É muito cru, autêntico e realista de uma forma que não parece ficção. Parece só a vida real (ainda que com um acontecimento muito mau). 4.5/5 ⭐

Riders of Justice: Ficámos todos muito surpreendidos com o quão bom este filme é. Parece uma premissa muito comercial, mas é um filme que mistura o drama com a comédia de forma tão boa. Rimos muito, e olhem que estamos a falar de um filme cheio de traumas. É muito interessante ver o Mads Mikkelsen neste registo mais leve. 4/5 ⭐

Train Dreams: Um filme visualmente belo e, de forma tão subtil, consegue ser muito emocional. É muito interessante assistir ao progresso tecnológico a acontecer no background deste filme. Só acho que o fim foi um pouco apressado. 3.5/5 ⭐

Sentimental Value: Achei este filme um pouco mais longo do que era necessário, ainda assim, gostei muito. Está muito bem feito e acho que está carregado de tristeza do início ao fim. 3.5/5 ⭐

If I Had Legs I'd Kick You: Adorei este filme. É daqueles que não queremos voltar a ver, que nos faz experienciar bastante ansiedade o tempo todo. É sufocante, é angustiante, é frustrante, mas acho que está extremamente bem feito. 4.5/5 ⭐

Elio: É muito bonito visualmente. É marcadamente Pixar. É bastante emocional em certos momentos. Gostei bastante, mas acho que algo ficou a faltar. 3.5/5 ⭐

Bugonia: Que viagem de filme, no melhor sentido possível. Acho que não é um filme para qualquer pessoa, sobretudo no final. Mas eu gostei muito. 4/5 ⭐

Marty Supreme: Não sei se admire ou se tenha pena da ambição desta pessoa (que resvala facilmente para uma arrogância desmedida), que está disposta a tudo para alcançar o seu único objectivo. Amigos: tudo. O Marty é um bocado uma pessoa horrível, mas com tudo o que se tem falado do filme, estava à espera de algo ainda pior e mais chocante, confesso. 4/5 ⭐

A Real Pain: Este filme tocou-me muito. Fez-me sentir que estava também eu em excursão com eles, a viajar, a conhecer uma realidade dura de um povo que sofreu atrocidades inimagináveis. Mas também me fez sentir a dor deles, a dor da perda, o luto, o não conseguir seguir em frente. Gostei tanto. 4.5/5 ⭐


Livros

Swimming in the Dark, Tomasz Jędrowski: Belo, belo. Gostei tanto. O Tomasz escreve incrivelmente bem e nem acredito que este é o seu livro de estreia. Que coisa tão bonita, ainda que triste. Foi uma excelente leitura para começar o ano. 4.5/5 ⭐

The Eight Mountains, Paolo Cognetti: Fiquei a desejar reler em português, sinto que perdi muito com o inglês porque é um livro muito descritivo. Ainda assim, gostei muito da dualidade entre montanhas e cidade e de todas as descrições das montanhas. Gostei ainda mais do poder de uma personagem da qual pouco sabemos, que se mantém reservada ao longo do livro até deixar de aparecer — mas que tem claramente uma influência gigante nos dois rapazes e nas suas vidas. Além da bela amizade entre eles. 4/5 ⭐

A Vitória de Orwell, Christopher Hitchens: Comprei este livro por 5€ numa feira do livro sem saber muito sobre ele. Normalmente, não sou muito boa a ler não-ficção e estava com medo de não gostar. Mas surpreendeu-me agradavelmente e parece-me uma excelente leitura académica, também. Explora a escrita e a perspectiva de George Orwell sobre vários temas (exemplos incluem: imperialismo, políticas de esquerda e direita, EUA, feminismo). Hitchens responde também objectivamente a críticos de Orwell nestas várias áreas. Achei super interessante e aprendi muito. 3.5/5 ⭐

A Paciente Silenciosa, Alex Michaelides: Não gostei nada desta tradução e acho que isso afectou a minha leitura. Além disso, acho que há alguns pequeninos furos no enredo. Ainda assim, o plot twist surpreendeu-me muito e, no geral, foi uma leitura bastante prazerosa. Inclusive, já tinha muitas saudades de ler este tipo de livros, que devoro rapidamente e não consigo pousar. 3.75/5 ⭐


E pronto, com isto, já estão a par de tudo o que consumi nos últimos tempos. Como podem ver, tenho conseguido ler bastante e estou muito feliz com isso. Acho que finalmente consegui criar um hábito de leitura como deve ser e sinto que a minha relação com a leitura está bastante mais forte do que costumava! Estou muito orgulhosa.


E vocês, o que viram ou leram nos últimos tempos que queiram destacar?

Depois de uma pausa de um mês, que, sem saber, era necessária, creio estar de volta. Não sei ainda porque é que me senti tão abalada com a notícia, mas desconfio que, pelo menos em parte, seja porque, também na minha vida pessoal, tenho estado numa grande mudança de casa. Não queria propriamente ter de lidar com duas mudanças de casa, ter de fazer de dois lugares um novo lar.


Esta pausa fez-me muito bem. Senti saudades de escrever, mas também senti um alívio enorme por não ter de o fazer; não vou mentir. Ainda que isto não seja um trabalho propriamente dito, tentar manter um blog regular é. Talvez eu ainda não o tivesse percebido até, finalmente, ter tirado umas "férias" desse trabalho.


Ainda assim, neste tempo todo pensei muito naquilo que queria fazer. Se queria manter o blog ou encerrar; se queria mantê-lo no Blogger ou mudar para o Substack. Pesei todos os prós e contras de ambas as plataformas e, digo-vos, o Substack ganhou substancialmente. Mas como a vida não se faz de quantidades, acabei por decidir manter o blog por cá, porque, qualitativamente, é o que me faz mais sentido de momento — e o Substack tem um lado demasiado "rede social" que destrona todos os prós que pudesse ter, para mim. Ainda assim, não quer dizer que um dia não possa mudar. Estou aqui à experiência, a ver como corre.


Aquilo que percebi, no entanto, é que uma casa não nos faz sentir em casa até que façamos por isso. Da mesma forma que uma estrutura de betão com paredes pintadas não é automaticamente um lar, uma plataforma de blogging também não o é só por existir e oferecer esse serviço.


Assim, percebi que, na verdade, uma das coisas que mais me estava a distanciar desse sentimento por cá era o visual típico dos templates. Parece fútil, mas não estava mesmo a gostar. Por isso, nesta pausa toda, estive na verdade a trabalhar para este blog na mesma — a pesquisar templates modernos e ao meu gosto, a testá-los num blog de teste, a passar tudo para este e garantir que todos os elementos estavam dentro dos conformes.


Estive também a trabalhar em templates de imagens para o tipo de publicações que costumo fazer e, como já poderão ter visto, a criar um logótipo novo. Enfim, no fundo aproveitei o despejo para redecorar e remodelar tudo.


Agora sim, faz-me sentir mais em casa. Agora sim, parece um blog mais meu; não uma ferramenta para a qual me atiraram sem dó nem piedade. E, portanto, agora que mobilei tudo, agora que tratei da decoração, agora que não parece mais uma sala de arrumos por limpar e organizar — sejam bem-vindos à minha nova casa!


Tive muitas saudades disto e não pensem que vos deixo sem novidades deste mês que passou. Voltámos com novo visual e venho muito em breve falar-vos das coisas que consumi neste último mês, ainda que o venha fazer em modo flash. Só para vos dar uma "achegazinha" do que aqui se leu e viu nos últimos tempos (e olhem que foi tudo em bom!).


Sentem-se à mesa — e fiquem por quanto tempo precisarem. É bom estar de volta ❤️

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