Filmes | One Battle After Another

Se me seguem há algum tempo, sabem que nos últimos anos tenho sempre tentado ver as principais nomeações aos Oscars (quanto mais não seja para depois fazer apostas com o meu namorado sobre os vencedores e... ganhar). Poderão ter percebido por uma das últimas publicações que tenho estado bem encaminhada nessa missão; ainda assim, faltavam-me três filmes e um deles era One Battle After Another.


Acho que preciso de trabalhar nas minhas expectativas criadas por todo o alarido que se tem feito em volta de certos filmes, porque sinto que apenas me estragam a experiência. Tanto se tem falado deste filme, de Marty Supreme, de Sentimental Value... Quando os vejo, nunca acabo a ter exactamente a mesma experiência que o resto do mundo parece ter. O melhor filme que vi dos nomeados, para mim, nem sequer está nomeado para Melhor Filme (If I Had Legs I'd Kick You); por outro lado, gostei muito de um que não está sequer nomeado para nada (Sorry, Baby). Mas bom, já todos sabemos que não é nos Oscars que podemos confiar para as melhores escolhas.


Desculpem, precisava de desabafar. Quem ler isto assim, até pensa que eu não gostei de One Battle After Another. Gostei — e tenho uma ligeira sensação de que até gostaria mais ainda se o visse uma segunda vez —, mas também não achei aquelas coisas todas que têm falado. Na verdade — mais um desabafo rápido —, acho que é a primeira vez que me acontece não adorar especialmente qualquer um dos nomeados para Melhor Filme e não haver um único que seja, para mim, um claro vencedor (pelo menos, até ver; como disse, falta-me ver dois).


Este filme é, acima de tudo, extremamente engraçado, ainda que se fundamente numa revolução da extrema-esquerda (um assunto não tão engraçado). Tem um ritmo alucinante, sobretudo na primeira parte — da qual não gostei nada e não levou 4 estrelas por isso mesmo. Esse ritmo mantém-se ao longo do resto do filme, mas muda um pouco de tom (para melhor, diga-se).


Uma coisa muito específica que reparei mas que é, para mim, um ponto positivo, é o quão bem a música determina o tom de algumas das cenas — a ponto de parecer, graças à música, que estamos a assistir, de repente, a um género completamente diferente de filme. Isto poderia ser péssimo, mas resulta tão bem que acho que tenho mesmo de destacar esse trabalho incrível.


O filme é muito engraçado, e para isso contribuem muito Leonardo DiCaprio e Benicio del Toro, que interpretam duas das personagens mais cómicas do filme e que mais nos divertem. Inclusive, acho que a personagem de Leonardo DiCaprio está muito bem construída de um ponto de vista cómico; ele é incrivelmente incompetente, mas calmo, focado, e ainda sortudo na mesma medida.


O filme é um pouco longo, mas diverte-nos tanto que nem damos pelo tempo passar. Talvez um dia o reveja, porque sinto que, ainda assim, não lhe dei a atenção devida esta primeira vez. De qualquer forma, está aqui uma recomendação clara para quem tiver interesse.


Quem aqui já viu?

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