Apercebi-me de que nunca cheguei a vir aqui falar de outra saga de livros que tem tomado o meu tempo este ano (além de Hunger Games): Dungeon Crawler Carl. Bom, isto faz parecer que vou super avançada nesta série, mas, na verdade, ainda só li os dois primeiros livros — sendo que, até ao momento, existem oito, e penso que o plano é ser uma série de 10 livros.
Este é um livro de litRPG, um género do qual nunca tinha ouvido falar, mas significa basicamente que é um RPG em forma de livro. Para quem não sabe, RPG significa 'role-playing game' e refere-se a qualquer jogo em que assumimos o papel de uma personagem num mundo ficcional — pode ser um videojogo ou um jogo físico, sendo o exemplo mais clássico o jogo Dungeons and Dragons.
Dungeon Crawl, na verdade, é um subgénero dentro do género RPG e nada melhor que a Wikipédia para explicar:
"em que os heróis navegam por ambientes como cavernas, ou labirintos, denominados dungeons — compostos por salas e corredores que as conectam, podendo haver também passagens secretas —, lutando contra vários monstros, evitando armadilhas, resolvendo quebra-cabeças e saqueando qualquer tesouro que encontrem."
Parece que vos estou a dar uma lição sobre jogos, mas, na verdade, é só porque esta descrição já dá uma ideia bastante precisa daquilo que caracteriza Dungeon Crawler Carl enquanto série de livros.
Ora, vamos passar então à história propriamente dita (finalmente, não é?).
Carl tem a sorte de estar na rua com a gata da sua ex-namorada, Princess Donut, no preciso momento em que todos os edifícios no mundo colapsam, deixando apenas como sobreviventes todos os seres humanos que se encontravam no exterior. O problema é que esse colapso foi causado por alienígenas, e os seres humanos sobreviventes fazem agora parte de um jogo televisivo intergaláctico onde terão de continuar a lutar pela sua sobrevivência.
Fiquei muito curiosa com esta história e, por isso, tinha de experimentar o primeiro livro. Como disse, já li os dois primeiros, por isso é óbvio que gostei.
O estilo de escrita é um pouco simples, mas a verdade é que não leio estes livros pela escrita, mas pela história.
São livros muito divertidos, mas creio que acabam por ser mais prazerosos para quem, efectivamente, gosta de jogar. Também têm certas críticas sociais e já ouvi dizer que ficam um pouco mais profundos com o avançar da história; mas essa parte ainda tenho de descobrir.
Já vi inúmeras vezes serem recomendados para quem gosta de jogos e "para os namorados que gostam de jogar, mas não costumam ler" (inclusive, tenho uma amiga cujo namorado encaixa nesta descrição e ele já os devorou). Como eu sou adepta de que as pessoas leiam o que quer que seja, mas leiam, só posso continuar estas recomendações.
Se procuram uma história divertida (por vezes tonta) e são fãs de jogos, experimentem o primeiro livro. Eu terminei há poucos dias o segundo e já encomendei o terceiro. Uma pessoa que está no quinto livro disse-me que, até agora, o terceiro foi aquele de que gostou mais, por isso já estou com a curiosidade aguçada!