Revi no mês passado aquele que sempre figurou na minha lista de filmes favoritos. E tinha de falar dele, não por ser um favorito, mas pela experiência enriquecedora de revermos filmes com o peso da idade, da sabedoria, e da maturidade.
Se, na altura, vi Casablanca com o entendimento de que era um romance que se passava na altura da Segunda Guerra Mundial; hoje compreendo que é um filme da altura da Segunda Guerra Mundial com algum romance.
É certo que não nos mostra um ponto de vista particularmente importante da Guerra, embora seja ainda significativo: vemos exilados da guerra, sim, mas exilados com dinheiro. Um grupo completamente diferente de outros que o filme não pretende mostrar.
Ainda assim, conseguimos perceber o clima de medo e opressão que se vive, até mesmo dentro deste grupo. Se há cena poderosa, é aquela em que um bar inteiro canta A Marselhesa num acto de resistência a uma guerra sem fim à vista.
E claro, não mentindo, o filme também é sobre o romance de uma relação que já foi e não pode ser mais. E também o faz de forma bonita. Afinal, como Rick dizia, teremos sempre Paris. E eu vou sempre amar muito este filme, com uma história de amor que não esconde os efeitos da guerra.

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